Segunda-feira, 14 de Junho de 2010

Discriminação

Ao contrário de muitos posts que tenho

publicado, o de hoje é mesmo sério.

Depois de ter assistido, a um sem número

de situações sem sentido, decidi publicar

o texto que se segue:

 

Ninguém duvida que há um estigma ligado

a quem tenha doença mental. Este estigma

ou preconceito isola o indivíduo em relação

aos outros, como se fosse uma pessoa marcada

pelo passado de doença.
O estigma abrange aqueles que tiveram ou

têm uma doença mental.
As relações sociais ficam muitas vezes

prejudicadas, como se o doente fosse um ser

à parte, objecto, por isso, de uma discriminação

rejeitante.A discriminação contra as pessoas

com doença mental pode tomar diversas formas:

-Uma rapariga que não é admitida num emprego

  porque supostamente não conseguiu os mínimos

  requeridos para a sua admissão, sem que lhe tivesse

  sido dada qualquer explicação.

-Um homem requereu a obtenção de uma casa

subsidiada, tendo-lhe sido dito que não havia

apartamentos vagos. Mais tarde vem a saber

que duas casas tinham sido arrendadas a outras

pessoas duas semanas depois de lhe terem sido negadas.

-Outra mulher trabalhou 6 meses como recepcionista.

Quando explicou ao patrão que iria faltar algumas

vezes ao trabalho por estar a fazer uma nova

medicação para a sua doença mental, foi despedida.

Com base nesta discriminação , aqueles que

se recompuseram de uma doença mental

escondem-se frequentemente atrás de um

“disfarce”, de modo a manter o seu passado

secreto, quando se candidatam a novos empregos.

À pergunta se já tiveram um colapso nervoso,

respondem que não. Se um patrão previdente

lhes pergunta a razão de uma falta mais prolongada

ao trabalho, respondem que fizeram uma viagem.
Se têm problemas com uma nova medicação,

explicam ser um tratamento para a diabetes

ou para a tiróide.
A necessidade de esconder resulta de um receio

fundado de se ser rejeitado e desvalorizado,

devido a uma doença, como se esta fosse um mal.
O estigma à volta da doença mental pode

tomar ainda uma forma menos evidente.
A mais prevalente e, simultaneamente,

mais difícil de corrigir é a linguagem do dia-a-dia,

quer oral, quer escrita. Embora a terminologia

estigmatizante seja, em geral, demasiado óbvia,

há também formas subtis.
Mesmo o uso generalizado do rótulo

“doente mental” para classificar as pessoas

com doenças mentais, pode tornar-se

estigmatizante, para as pessoas como se fossem

membros de um grupo indesejável,

subentendendo-se que serão sempre

“doentes mentais”, recusando-lhes o direito de

serem considerados cidadãos como os outros.
Os preconceitos estigmatizantes são fruto da

ignorância e de uma consciência social

moralmente negativa. São ainda importantes

os obstáculos que os doentes que sofrem ou

sofreram de doenças mentais têm de desafiar

e ultrapassar, no seu caminho para uma

recuperação. Tornando-nos mais atentos às

doenças mentais, podemos contribuir para

 criar as merecidas oportunidades a estas

pessoas, permitindo-lhes levar uma vida normal

e um regresso à comunidade como membros

produtivos, autoconfiantes e capazes de

desenvolverem todo o seu potencial.

 


rabiscado por João Rodrigues Ferreira às 06:00
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38 comentários:
De Lynce a 14 de Junho de 2010 às 16:47
Deviamos proporcionar oportunidades, sobretudo, a quem sofre de perturbações mentais, é um facto, mas a nossa sociedade e quero acreditar que inconscientemente, não o permite. Soluções, há? Embora o homem afirme que sim, eu não acredito.        


De João Rodrigues Ferreira a 14 de Junho de 2010 às 22:23
Pode-se ter uma doença que, estando controlada, não afecte o indivíduo, na sua profissão. Mas se õ patrão descobre, ele arrisca-se a ser despedido.
O poeta Mário de Sá Carneiro sofria de doença maníco-depressiva, não foi por isso que deixou d3e ser quem foi.


De Lynce a 15 de Junho de 2010 às 13:24
O preconceito é tramada. Embora as pessoas não assumam, a verdade é que ele está no ADN.


De João Rodrigues Ferreira a 15 de Junho de 2010 às 16:03
Ok. Eu tenho uma doença desse tipo. Isso nota-se no blog? Acho que não fico incapacitado pera escrever.. Será que alguém deixa de o ler, a partir do momento em que souber?


De Lynce a 15 de Junho de 2010 às 16:28
Eu acho que ninguém deixa de ler, não sei...


De João Rodrigues Ferreira a 15 de Junho de 2010 às 22:29
Mas, se souber, à partida, o problema de quem o o escreve, pode ficar com uma imagem distorcida do seu conteúdo.

 


De Lynce a 16 de Junho de 2010 às 10:17
Porque é que dizes isso? A imagem com que os outros ficam de nós, para mim, não é o mais importante. O importante é seres tu, quando colocas as letras na folha do word.      


De João Rodrigues Ferreira a 16 de Junho de 2010 às 21:14
Sabendo, antes de ler o post, o potencial leitor pensa: "não vale sequer a pena,  ler o post daquele maluquinho". 


De Lynce a 16 de Junho de 2010 às 22:13
E preocupa-te o que os outros pensam, ou o que tens para dizer? Quem gostar gosta, quem não gostar passa ao lado.
Eu também tenho esse problema no meu blogue, nem toda as pessoas gostam do que eu escrevo, inclusive, tenho recebido email`s em que me fazem sentir isso mesmo. Mas meu amigo, é para o lado que durmo melhor.  


De João Rodrigues Ferreira a 17 de Junho de 2010 às 22:37
Sim. No meu caso faz parte...apesar de para os outros ser fácil. É como quando alguuém diz:"ah! Depressão? Confia em ti próprio, blá, blá..."mas um dos problemas é esse mesmo.


De Lynce a 17 de Junho de 2010 às 22:55
Eu sei que falar é fácil, mas para te ser sincero eu gosto de lidar com a pressão. De resto, não concebo a vida sem essa pressão e é vencendo os obstáculos - com maior ou menor deficuldade, é certo - que me vou relizando enquanto pessoa e fortalecendo cada vez mais.
Não sei se já te disse isto alguma vez, mas eu nunca levei a vida demasiado a sério.   


De João Rodrigues Ferreira a 18 de Junho de 2010 às 00:32
Uma das características é mesmo essa, não resistir à pressão, a partir daí a mente pode descompensar em dois sentidos, no da depressão, ou no da eufuria... É aconselhável realizar as coisas com uma certa rotina, para evitar desiquilibrios.
Deves estar a ver como coisas como estas levam à discriminação, só por se precisar da ajuda dum psiquiatra.
A ideia de internamento também tem uma conotação errada. O doente não está preso. Muitas vezes está a ser protejido da sociedade, e não o contrário.


De Lynce a 18 de Junho de 2010 às 08:42
Pois é! Ao não aguentar a pressão a pessoa descompensa e por isso tem que ser tratada. Mas mesmo assim, continuo a não perceber o tabu de determinadas pessoas relativamente à psiquiatria. É uma área da saúde como outra qualquer.  


De João Rodrigues Ferreira a 18 de Junho de 2010 às 20:34
Porque, muitas das doenças, incapacitam mais uma pessoa, como no caso do autismo, por exemplo. Ao irem ao psiquiatra, as pessoas têm medo que as outars pensem que estão"maluquinas". Outra coisa interessante: se reparares, à palavra psicose, está sempre associado o criminoso sinistro. Ainda te falo doutro factor: as pessoas confundem doença mental, com deficiência mental(apesar destes doentes merecerem a integração, segundo as suas capacidasde), sabe-se que um esquzofrénico, um doente bipolar, e muitos outros, tem um QI igual ao das outras pessoas...mas o medo ride aí...


De Lynce a 18 de Junho de 2010 às 23:11
Só resta reagir a todos esses factores que, apesar de condicionantes, têm que ser ultrapassados.
Nesse aspecto, acho que já fomos pior. 


De João Rodrigues Ferreira a 19 de Junho de 2010 às 22:37
Já fomos pior. Como eu acho que, relativamente à abertura, a todos os níveis, da sociedade, estamos a piorar, acho que já não vamos melhorar nada.


De Lynce a 20 de Junho de 2010 às 00:15
Temos que acreditar.


De Blogadinha a 15 de Junho de 2010 às 19:15
Atenção a sociedade até tem, o que nem sempre se encontra é redireccionada para o sítio certo e a quem dela mais necessita - ou necessita verdadeiramente...

(Ainda) vivemos muito no falso moralismo e nas boas intenções - um país de teoria.


De João Rodrigues Ferreira a 15 de Junho de 2010 às 22:34
A sociedade necessita ser mais humana. Coisa que eu acredito que, já esteve mais próxima de acontecer(não me enganei, é mesmo mais).

Não sei se o fenómeno só acontece no nosso país.


De Blogadinha a 16 de Junho de 2010 às 16:31
Importação só na aplicação de todos os mecanismos e soluções possíveis - quando acontece aos outros somos do mais condescendente que há.


De João Rodrigues Ferreira a 16 de Junho de 2010 às 23:10
Deixa andar. Antes a outro que a mim, etc...


De Blogadinha a 17 de Junho de 2010 às 16:35
É por aí. :))


De Maria L a 18 de Junho de 2010 às 16:46
Há anos que, indirectamente, sinto na pele a discriminação! Se diz ao empregador que é epiléptico, já não serve para o emprego. Se não diz que o é, fica com o emprego, mas se calha de ter uma crise durante o mesmo, já não se renova o contrato...


De João Rodrigues Ferreira a 18 de Junho de 2010 às 20:46
Eu tenho evitado não contar da minha doença(Dença bipolar) a ninguém, mesmo por asber o que poderia acontecer. Mas acontece o efeito contrário, de as pessoas soubessem compreendiam certas atitudes que tenho, quando estou pior.


De Maria L a 19 de Junho de 2010 às 10:35
Pois...o médico que agora trata o meu marido aconselhou a não dizer que é epiléptico..mas também disse,"mas não diga que o médico disse para não dizer" mas, com o próprio médico disse, se uma pessoa passa um terço do dia no local de trabalho, o mais provável é que possa acontecer uma crise durante o mesmo...logo, seria aconselhável que, no local de trabalho soubessem, para que, na eventualidade de acontecer uma crise, o pudessem ajudar... 


De João Rodrigues Ferreira a 19 de Junho de 2010 às 22:39
Precisamente o que a minha médica me disse, e que eu já sabia, mas no meu caso a situação é um bocado diferente....


De Leucócito a 25 de Junho de 2010 às 16:38
Infelizmente, a mentalidade das pessoas ainda é muito mesquinha. No 12º ano, o meu trabalho de Área de Projecto foi uma reportagem audio-visual sobre a esquizofrenia (com o objectivo de diminuir o preconceito acerca dessa doença). Todos os elementos do grupo tiveram 20. No final, uma das minhas colegas do grupo disse-me em particular "estamos aqui a tentar dizer às pessoas que os esquizofrénicos não são malucos, mas eles são! Eles falam sozinhos!"
Ou seja, depois de um ano de trabalho, de dedicação, depois de convivermos com diversas pessoas com a doença, entrevistá-las, falar com médicos... etc, etc... nem os próprios membros do grupo conseguiram largar o preconceito. Eu fiquei extremamente triste, senti que a mentalidade das pessoas simplesmente não evolui. 
Por isso amigo João, nesse sentido cheguei a uma conclusão: Doente é quem não consegue abrir a mente. 
beijinhos


De João Rodrigues Ferreira a 25 de Junho de 2010 às 22:52
Obrigado pela parte que toca. Por alguma razão escrevi este post. Desde algum tempo, a esta parte, tenho sentido que tenho que esconder a doença, e optar por escolher mnito bem quem deve saber dela.(o blog permite-me desabafar,m pois n~so há interacção real entre as pessoas).
Há muita gente que fala sózinha, e há esquizofrénicos que não o fazem. As pesssoas, muitas vezes não sabem que, muitas vezes, não se pode dizer que uma pessoa tem só uma doença. Costuma ser uma mistura de várias.
A mentalidade das pessoas não evolui. Reparta que, normalmente, se mantém uma certa distância das pessoas doentes,
Por exemplo: há pessoas que evitam o contacto de doentes com cancro, mesmo sabendo que a doença não é contagiosa...
Bjs**


De Luz a 13 de Julho de 2010 às 11:42
Eu questiono o que se pode esperar de um país em que a imagem vale mais que a competência Pode parecer que estou fora do tema mas não, a minha questão é:
Como podemos querer que um país entenda certos distúrbios, síndromes e doenças quando não entende que nem todos têm de ser magros, nem todos têm de ter madeixas, nem todas têm de ter unhas de gel, nem todos têm de metro, andar na moda....
O importante é o que se parece ser e não o que se é verdadeiramente. Não interessa se se é competente, interessa que pareça qualquer coisas, nem que se fútil.

O meu filho de praticamente 9 anos é disléxico e tem várias características de Asperger mas não as suficientes para ter efectivamente o síndrome. Há 3 anos tive de o mudar de escola porque ele não se adaptava de maneira alguma porque era tratado como se fosse burro por causa da dislexia... pena é ter um q.i. superior ao da professora que lhe dava aulas!  Então quem deveria ser discriminado? Ele ou a professora?

Na nova escola corre tudo às mil maravilhas, ao ponto da nova professora me ter dito que não precisava de relatório para perceber que o q.i. era acima da média, aliás como a maioria das crianças com estas dificuldades.

Vivemos numa sociedade de gente futil, preocupada com as aparências. É por isso que no meu blog tantas vezes me assumo como anti-social.

Bj


De João Rodrigues Ferreira a 15 de Julho de 2010 às 22:51
Espero que, para muita gente, não seja preciso ter alguém na família com algum problema psiquiátrico, para perceber a futilidade desta sociedade.
Muitas destas doenças não afectam o QI. No meu caso, o QI não tem nada a ver com o facto de me fechar em casa e não querer ver  ninguém, ou no oposto: andar como que acelerado, e com as ideias confusas. O QI é o mesmo, a capacidade de concentração é que não. No caso da fese depressiva, o QI também se mantem, mas não se consegue utilizá-lo.(é por isto que a doença se chama bipolar)
Falas do nosso país, mas não sei se é só cá que ewxiste um preconceito com as doenças mentais...
Bj*


De Luz a 16 de Julho de 2010 às 07:59
Sim eu conheço o transtorno..........  ano e meio sem escrever   http://descobrialuz.blogs.sapo.pt/89175.html
Dei o exemplo da dislexia por ser básico. Na grande maioria das vezes só se descobre no inicio da escola, quando manifestam dificuldade em distinguir letras como o p q ou b d e afins, o que depois vai provocar dificuldade na leitura. Por outro lado têm dificuldade com os sons e não juntam as silabas como a maioria de nós. Nada que com apoio e uma forma diferente de explicar as coisas não resolva. Hoje, com 9 anos (mentira, faz dia 30) o meu filho lê legendas na televisão... é uma criança com quem consegues ter um diálogo perfeitamente normal, consegues falar de tudo, só que é muito focado em certas coisas, gosta sempre do mesmo e desconfia de toda a gente (características Asperger mas quem não conhecer bem o Sindrome não nota porque não tem as características todas)
Onde quero chegar é que acho que sim, a maioria das pessoas precisa de ter pessoas destas na família para entender que as pessoas não deixam de ser pessoas normais, mas muitas nem assim lá vão. E se as há que discriminam pessoas com coisas tão simples como a dislexia...
Falei do QI como forma de chamar burra à antiga professora dele! Se os Asperger têm quase todos eles QI acima da média, mas são discriminados... é por burros certo??? Sim porqe se a discriminação não é uma forma de ser um autêntico calhau com olhos então é o quê? LOL
Felizmente hoje está rodeado de professoras inteligentes e humanas.
Desde o dia em que vi/ouvi a mãe de uma criança de 10 anos dizer que o filho "não era bom da cabeça, maluco coitado, até evito estar muito ao pé dele" palavras dela, porque ele tinha hiperactividade... Só me resta esperar que para além de má mãe, seja burra. Não vejo mais nada que justifique... acho que até me dá alento acreditar que ela coitada seja mesmo atrasada, porque só me deu vontade de lhe dar estalos!!

Beijinhos


De Luz a 16 de Julho de 2010 às 10:30
Sabes o que discrimino? esta porcaria... até me passo
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Policia/Interior.aspx?content_id=1619348

Noticia em tudo o que era noticiário... e depois... e vamos lá ver como acaba

Beijinhos


De João Rodrigues Ferreira a 16 de Julho de 2010 às 23:03
Selecciono a fontes de informação, de tal modo, que não apanho com notícias dessas. Estás-me a dar uma novidade. Mas é estranho...
Bj*


De João Rodrigues Ferreira a 16 de Julho de 2010 às 22:58
Epá! Que sensação de dejá vu...Já estás a ver o que estou a pensar depois de ter lido os posts atrás desse. Podia ter sido escrito por mim... Sempre achei que, os blogs em que as pessoas contam as suas vidas, eram um bocado fúteis: "comprei uns sapatos novos", "este domingo fui ao centro comercial", mas o teu, digo-te com a maior das franquezas, é bastante interessante.
Podis ter dado um exemplo qualquer que eu devia perceber.
Há quem diga que o próprio Einstein sofria de Sindrome de Aspeger.
Bj*


De Luz a 21 de Julho de 2010 às 07:59
E o Álvaro de Campos Bipolar...

Bjs


De João Rodrigues Ferreira a 22 de Julho de 2010 às 00:12
O Álvaro de Campos era um heterónimo do Fernando Pessoa. Quem tinha a doença era o Fernando Pessoa, ou o heterónimo?
Bjs**


De Luz a 29 de Julho de 2010 às 00:42
Eh pá isso é uma boa questão?
Se me perguntasses se era eu ou a Luz.... era mais fácil de te responder LOLOLOLOLOLOL.

Bjs


De João Rodrigues Ferreira a 29 de Julho de 2010 às 00:58
Isso agora é contigo. É a desvantagem da blogosfera ser completamente impessoal. A mim, às vezes, irrita-me, mas já reparei que há pessoas que gostam.
Bj*


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